Fundei minha primeira empresa, o Grupo Mais Comunicação, aos 22 anos. Hoje, à frente da Ridyer, sigo vivendo na pele o que é empreender no interior de São Paulo. Estas são as lições que eu daria ao Danilo de 2005 – e a quem está começando agora.
1. Faturamento é vaidade, caixa é realidade
A primeira crise me ensinou: contrato grande com pagamento em 90 dias quebra empresa pequena. Aprenda a ler seu fluxo de caixa antes de comemorar qualquer venda.
2. Campinas é um ecossistema – use-o
Estamos numa das regiões mais ricas do país em conhecimento: Unicamp, PUC, Sebrae, CIESP, sindicatos patronais, eventos de tecnologia. O empreendedor que se conecta aprende em meses o que sozinho levaria anos. Networking não é coquetel: é sobrevivência.
3. Contrate caráter, treine habilidade
Em duas décadas, os maiores problemas que enfrentei não foram técnicos – foram de confiança. E os maiores acertos foram pessoas que chegaram cruas e cresceram junto. Equipe é o único ativo que valoriza com o tempo.
4. O poder público pode ser parceiro – cobre isso
Alvará que demora meses, regra que muda sem aviso, imposto sobre imposto: o custo-Brasil é real. Mas existe o outro lado: programas de crédito, compras públicas, salas do empreendedor. Conheça os dois lados e cobre dos seus representantes a simplificação. É por isso que defendo a pauta do empreendedorismo na vida pública.
5. Propósito segura o que dinheiro não segura
Teve mês de pagar a equipe e não me pagar. O que me manteve foi saber o porquê da empresa existir. Se o seu negócio só existe para faturar, qualquer crise o derruba. Se existe para servir, a crise vira capítulo da história.
Empreender é um ato de fé com planilha. E Campinas continua sendo um dos melhores lugares do Brasil pra exercer essa fé.